| Produto | O que é | Situação em outubro de 2026 |
|---|---|---|
| Project Online | Versão em nuvem com Project Web App | Encerrado em 30/09/2026 |
| Versão web do Project (Project for the web) | Gestão de tarefas no navegador | Encerrada em agosto de 2025 |
| Project 2016 e Project 2019 | Programa instalado, licença perpétua | Sem suporte desde outubro de 2025 |
| Project Server 2016 e 2019 | Servidor instalado na empresa | Sem suporte desde julho de 2026 |
| Project 2021 | Programa instalado, licença perpétua | Sem suporte desde 14/10/2026 |
| Project 2024 | Programa instalado, licença perpétua | Com suporte até outubro de 2029 |
| Project desktop por assinatura | Programa instalado, assinatura por usuário | Com suporte, sem data de fim anunciada |

Alternativa ao MS Project na construção civil: guia 2026
A Microsoft encerrou o MS Project Online em 30 de setembro de 2026. Quem planejava obra na versão em nuvem perdeu o acesso aos projetos que não exportou a tempo. O MS Project em si não acabou: a versão instalada no computador continua à venda e com suporte. Por isso, procurar uma alternativa ao MS Project na construção civil não é só trocar uma nuvem que saiu do ar. É a chance de resolver um problema mais antigo, o cronograma que só o planejador edita, longe do canteiro.
Uma boa alternativa precisa resolver quatro coisas que o MS Project nunca resolveu bem na obra: o avanço lançado por quem está na frente de serviço, a curva S de avanço físico sem montagem no Excel, o aviso de atraso chegando a quem precisa agir e o acesso da equipe inteira ao cronograma, sem licença para cada pessoa. Além disso, ela precisa receber o cronograma que você já tem sem quebrar a lógica de vínculos nem a linha de base.
Este guia mostra o que acabou e o que continua na família MS Project, o que fazer se você perdeu o prazo de exportação, como migrar o cronograma do MS Project sem perder a lógica e em que pontos o Obras Check resolve o que o MS Project deixa em aberto no canteiro.
O MS Project foi descontinuado?
Não. O que foi descontinuado é o MS Project Online, a versão em nuvem baseada no Project Web App (PWA), usada para compartilhar cronogramas e gerir portfólio pela internet. A confusão é comum porque o nome "MS Project" cobre produtos diferentes, cada um com sua data de fim de suporte.
A situação em outubro de 2026, segundo as páginas oficiais de ciclo de vida da Microsoft:
Fontes: Microsoft Lifecycle, páginas do Project Online, do Project 2021, do Project 2024 e do Project desktop por assinatura.
"Sem suporte" não quer dizer que o programa para de abrir. Quer dizer que ele não recebe mais correções de segurança nem atendimento da Microsoft. Para o setor de TI de uma construtora, isso costuma ser motivo suficiente para trocar.
A linha do tempo do fim do Project Online:
- 05/09/2025: a Microsoft anuncia a aposentadoria do Project Online.
- 01/10/2025: fim da venda para clientes novos.
- 01/04/2026: clientes existentes não conseguem mais criar novos ambientes do Project Online.
- 30/09/2026: o Project Online sai do ar.
- 14/10/2026: o Project 2021 perde o suporte.
A Microsoft justificou a decisão dizendo que a arquitetura antiga do Project Online limitava inovação e integração, e indicou caminhos de migração dentro do próprio ecossistema (anúncio oficial).
O que aconteceu com os dados do Project Online?
Depois de 30 de setembro de 2026, o Project Online deixou de existir como serviço. Segundo o guia oficial de preparação da Microsoft, saíram do ar o PWA, o Project Center, o Resource Center, as folhas de horas e as páginas de detalhe dos projetos. Projetos, cronogramas, tarefas, recursos, calendários e campos personalizados ficaram inacessíveis por ali.
Três consequências práticas para quem usava o serviço na obra:
- O Project desktop não conecta mais ao Project Online. O programa abre normalmente, mas não busca nem publica projetos no servidor antigo.
- As integrações pararam. Relatórios em Power BI alimentados pelo Project Online e fluxos automáticos ligados a ele deixaram de receber dados.
- O dado que vale é o que foi exportado. A Microsoft escreveu que o dado exportado "permanece disponível apenas no local e no formato em que o cliente o guardou" (comunicado de março de 2026, tradução livre).
Antes do prazo, a Microsoft ofereceu um script oficial de exportação, que salva os projetos de cada usuário em .mpp e .xml, além da exportação de tarefas para Excel pelo Project Center e do "Salvar como" pelo Project desktop.
Um ponto que nenhum conteúdo em português deixa claro: a Microsoft não publicou período de retenção nem janela de somente leitura depois de 30/09/2026. No fórum oficial da empresa, a orientação de moderador foi que não haveria período de carência. Trate o dado que ficou no Project Online como perdido, a menos que o seu administrador do Microsoft 365 diga o contrário.
Perdi o prazo de exportar, e agora?
Não existe caminho oficial de recuperação publicado, mas quase sempre o cronograma existe em algum lugar. Siga esta ordem:
- Procure cópias locais. Quem abriu o projeto no Project desktop pode ter salvo um .mpp no próprio computador. Cronogramas enviados por e-mail para cliente, fiscalização ou diretoria costumam ter ido em .mpp, Excel ou PDF.
- Fale com o administrador do Microsoft 365. Listas, bibliotecas e páginas do SharePoint que não faziam parte do PWA continuam acessíveis, e documentos de projeto podem estar lá. Pergunte também se a empresa negociou extensão: em março de 2026, a Microsoft mencionou extensões aprovadas por ambiente, com escopo e prazo fixos.
- Junte o que prova o avanço. Boletins de medição, relatórios mensais em PDF, diários de obra e fotos datadas. É com eles que se reconstrói o realizado.
- Reconstrua a linha de base com transparência. Uma linha de base remontada não é a original. Registre a data e a origem de cada informação, porque o cronograma de obra costuma ser documento de contrato e pode ser questionado num pleito de prazo.
Por que o MS Project sofre no canteiro de obra?
O MS Project é uma ferramenta séria de planejamento. O motor de cálculo é sólido, e a maior parte dos planejadores de obra do país aprendeu o ofício nele. O problema aparece depois que a obra começa. A ferramenta foi desenhada para o planejador no escritório, e o dado que importa nasce no canteiro.
O avanço chega ao arquivo de segunda mão
No MS Project desktop, o avanço é lançado por quem edita o arquivo. A pessoa define a data de status, marca o percentual concluído de cada tarefa e, quando o controle é por avanço físico, digita o "% Concluído Físico" à mão. A própria ajuda da Microsoft avisa que a data de status "quase nunca é a data atual", então ela precisa ser ajustada a cada atualização.
E só uma pessoa edita por vez. Segundo moderador do fórum oficial da Microsoft, em março de 2026, o arquivo .mpp não aceita coautoria em tempo real, nem guardado no SharePoint ou no Teams, e esse comportamento é "por design".
Na prática, o avanço percorre um caminho longo até o arquivo: encarregado, mestre, engenheiro, planejador. Num levantamento com 12 profissionais de obra da Grande Florianópolis (TCC do IFSC, 2025), a comunicação entre canteiro e escritório acontecia principalmente em reuniões (10 menções), diário de obra (6) e WhatsApp ou telefone (4). Plataforma digital teve 1 menção.
Muitas vezes, não existe nem o planejador. Num estudo com 15 construtoras (TCC da UFSC, 2020), 11 delas, ou 73,33%, não tinham pessoa dedicada só ao planejamento de prazos. Quem atualiza o cronograma é o próprio engenheiro, entre uma concretagem e uma medição. O resultado é um cronograma atualizado uma vez por semana, com uma semana de atraso e com percentuais arredondados para cima. O artigo sobre planejado x realizado na obra mostra por que esse número chega tarde e otimista.
O MS Project faz curva S?
Faz, mas não a que a obra mais usa. O MS Project gera de forma nativa curvas acumuladas de trabalho em horas, de custo e de valor agregado, pelos relatórios internos e pelos Relatórios Visuais, que abrem no Excel (documentação da Microsoft). Para isso, o cronograma precisa ter recursos ou custos carregados em todas as tarefas e linha de base salva.
O que ele não entrega pronto é a curva S de avanço físico ponderado pelo peso de cada serviço, que é a curva usada na medição de obra no Brasil. Essa costuma ser montada no Excel, a partir de dados copiados do MS Project. Não por acaso, "como fazer curva S de obra no Excel" é uma das buscas mais frequentes do setor.
Uma curva S automática integrada ao canteiro inverte essa lógica. O avanço físico lançado em campo já entra ponderado, e a curva se redesenha a cada atualização, sem exportação.
O atraso não avisa ninguém
O MS Project sabe que uma tarefa está atrasada. O campo Status marca "Atrasada" quando o avanço não alcança o previsto até a data de status, um ícone de relógio aparece ao lado da tarefa e o filtro "Tarefas com atraso" lista as que escorregaram em relação à linha de base.
Mas tudo isso fica dentro do arquivo. No Project desktop, não há notificação ativa documentada: o atraso só aparece para quem abre o .mpp, atualiza e aplica o filtro. O Project Online enviava lembretes por e-mail de tarefas atrasadas, quando o administrador ativava o recurso. Esses lembretes saíram do ar junto com o serviço.
Quem não tem licença só vê PDF
Para abrir e editar um .mpp, é preciso o Project desktop, em licença perpétua ou em assinatura por usuário (planos Plan 3 e Plan 5). A Microsoft não oferece visualizador gratuito oficial de .mpp. Quem não tem licença, como mestre de obras, encarregado, cliente ou investidor, recebe um PDF.
E o PDF é a fotografia de um dia. Na reunião seguinte, ele já está velho, e ninguém fora do escritório consegue cruzar o cronograma com o que viu no canteiro.
O que o MS Project faz bem
Seria desonesto dizer que o MS Project é fraco. Ele calcula o caminho crítico, trabalha com quatro tipos de vínculo (término-início, início-início, término-término e início-término, ou TI, II, TT e IT) com defasagem, guarda até onze linhas de base, gerencia calendários, nivela recursos e calcula valor agregado com IDP e IDC. Para montar uma rede complexa de precedências, continua sendo referência.
O problema do MS Project na obra não é o motor de cálculo. É de onde vem o dado que alimenta o cálculo e quem consegue enxergar o resultado.
O que avaliar em uma alternativa ao MS Project na construção civil?
Trocar de software de cronograma de obra no meio de um contrato custa tempo e atenção. A escolha precisa partir do que a obra precisa, não de uma lista de recursos. Use os critérios abaixo e leve as perguntas da terceira coluna para a demonstração.
| Critério | Por que importa na obra | Pergunte na demonstração |
|---|---|---|
| Entrada do cronograma atual | Ninguém quer redigitar centenas de tarefas | "Consigo trazer meu cronograma do MS Project? Em qual formato? Vínculos, defasagens e linha de base vêm junto?" |
| Quem atualiza o avanço | O dado nasce na frente de serviço | "O encarregado lança avanço pelo celular? Cada pessoa precisa de licença?" |
| Curva S física | É a curva que a medição usa | "A curva S sai do avanço físico, sem planilha? Ela se atualiza sozinha?" |
| Aviso de desvio | O atraso pequeno é o atraso barato | "Quando uma etapa desvia, quem fica sabendo e como?" |
| Estrutura de obra | Obra se organiza por torre, pavimento e pacote de serviço | "Consigo organizar o cronograma por torre e pavimento?" |
| Lógica de planejamento | Não perder o que o MS Project já faz | "Tem caminho crítico, linha de base, dependências e calendário com feriados?" |
| Ligação com o resto da obra | O realizado vem do diário de obra e da medição | "O cronograma conversa com o diário de obra, a medição e as fotos?" |
| Relatório para o cliente | O prazo precisa de evidência | "Sai relatório com curva S e planejado x realizado pronto para reunião?" |
| Dados e segurança | Depois do fim do Project Online, essa pergunta virou obrigatória | "Onde os dados ficam hospedados? Tem backup? Consigo exportar meus dados quando quiser?" |
Como migrar o cronograma do MS Project sem perder a lógica?
Saber como migrar o cronograma do MS Project é o que separa uma troca tranquila de um mês de retrabalho. As regras abaixo valem para qualquer ferramenta de destino.
Qual formato exportar
O MS Project salva o cronograma em vários formatos, e cada um preserva uma parte diferente (formatos suportados, Microsoft):
| Formato | O que leva | Quando usar |
|---|---|---|
| .mpp | Tudo. É o formato nativo | Arquivo mestre, guarde sempre |
| .xml (MSPDI) | Calendários, tarefas, recursos, vínculos com tipo e defasagem, linhas de base, folgas, % físico e data de status | Migração. É o formato de troca que a própria Microsoft documenta |
| .xlsx | Só os campos mapeados, não o projeto inteiro. Predecessoras viram texto | Conferência e listas |
| .csv | Só os campos de uma tabela | Pouco útil para migrar cronograma |
| Imagem do Gantt | Registro da linha de base original |
Na dúvida, exporte três arquivos: o .mpp, o .xml e um PDF do Gantt com a linha de base visível. O PDF não serve para importar, mas prova como estava o cronograma no dia da troca.
O que costuma se perder
Até entre produtos da própria Microsoft a migração tem perdas. Ao documentar a importação de um .mpp para a versão web do Project, a empresa listou o que não era levado (documentação oficial): linha de base, datas-limite, fórmulas, tarefas inativas, manuais e nulas, campos personalizados do projeto, tarefas recorrentes, recursos, subprojetos e a configuração de agendamento. Restrições como "o mais tarde possível", "não terminar depois de" e "deve iniciar em" também caíam, assim como dependências entre projetos diferentes.
Pela rota do Excel, a perda é maior. Vínculos e defasagens viram texto numa célula, e o calendário e a linha de base distribuída no tempo ficam de fora.
E lembre que folga não é dado, é cálculo. Se o calendário ou um vínculo mudar no destino, a folga muda e o caminho crítico pode mudar junto, sem nenhum aviso.
Antes de exportar: limpe o cronograma
Cronograma sujo migra sujo. Antes de exportar:
- Salve a linha de base vigente e anote qual das linhas de base é a contratual.
- Garanta que nenhuma tarefa tem início real depois da data de status.
- Garanta que nenhuma tarefa tem 100% de avanço físico sem término real.
- Converta tarefas manuais em automáticas, ou anote quais são.
- Revise as restrições de data. Cada "deve iniciar em" precisa ter motivo, porque a maioria some na migração.
- Confira o calendário: feriados nacionais e municipais, sábados trabalhados, férias coletivas.
- Anote os números de controle: total de tarefas, total de vínculos por tipo, data de término e tarefas do caminho crítico.
Depois de importar: o que conferir
Com os números de controle em mãos, compare o cronograma importado com o original, na mesma data de status:
| Item | Como conferir | Se não bater |
|---|---|---|
| Número de tarefas | Compare com o total anotado | Tarefas nulas, inativas ou resumo podem ter sumido |
| Vínculos por tipo | Conte TI, II, TT e IT | Tipos menos comuns podem ter sido convertidos ou descartados |
| Defasagens | Confira uma amostra de dez vínculos com defasagem | Defasagem em porcentagem ou em dias corridos costuma quebrar |
| Data de término | Deve ser a mesma do MS Project | Calendário diferente no destino |
| Caminho crítico | As mesmas tarefas devem estar críticas | Folga recalculada por vínculo ou calendário divergente |
| Linha de base | Datas da linha de base contratual | Refazer a partir do .xml ou do PDF |
| Avanço | % físico e datas reais das tarefas em andamento | Relançar o avanço na data de status |
| Curva S | Planejado e realizado na data de status | Pesos dos serviços ou avanço divergentes |
Migrar todas as obras de uma vez?
Não há estudo público confiável sobre quanto tempo leva migrar o cronograma de uma construtora, portanto, desconfie de prazos prontos. O que funciona é definir um critério por obra:
- Obra que ainda não começou: planeje direto na ferramenta nova.
- Obra em andamento: migre numa data de medição, com o avanço fechado, e guarde o .xml e o PDF da linha de base original.
- Obra perto da entrega: termine onde está, se o arquivo ainda abre, e depois exporte e arquive.
E comece por uma obra piloto, com os dois cronogramas rodando em paralelo durante um ciclo de medição. Se a curva S e a data de término baterem, migre as outras.
MS Project x Obras Check: onde a obra sente a diferença
O Obras Check não tenta ser um MS Project mais completo. O ponto de partida é outro: o cronograma de obra é alimentado pelo canteiro. Nos pontos em que o MS Project mais sofre na obra, a comparação fica assim:
| Ponto | MS Project | Obras Check |
|---|---|---|
| Quem atualiza o avanço | Quem edita o .mpp, uma pessoa por vez | Qualquer colaborador atualiza o avanço pelo celular e o cronograma, a curva S e os alertas se recalculam sozinhos. |
| Avanço lançado do campo | Não há app para lançar avanço no .mpp | O Obras Check tem aplicativo para Android e iPhone (iOS). A equipe atualiza o avanço direto da obra, e o cronograma reflete isso na hora. |
| Curva S física | Curvas de horas, custo e valor agregado nativas; a física ponderada costuma ir para o Excel | No Obras Check ela é gerada e atualizada automaticamente a cada atualização de avanço, sem você precisar montar nada em planilha. |
| Aviso de atraso | Status e indicador para quem abre o arquivo | Alertas de desvio antecipam o problema. O atraso é identificado enquanto ainda dá tempo de reagir. |
| Estrutura de obra | Estrutura genérica de tarefas | Gantt hierárquico por torre e pavimento. Veja o caminho crítico em destaque, o % realizado e as dependências entre serviços. |
| Ligação com o resto da obra | Só cronograma | Macrofluxo, cronograma, medições e calendário no mesmo lugar, sempre refletindo o canteiro de verdade. São 11 módulos em uma plataforma, do RDO ao pós-obra. |
| Relatório | PDF para quem não tem licença | O Obras Check gera relatórios de avanço com curva S e comparativo de planejado × realizado, prontos para reunião, cliente ou investidor. |
| Adaptação da equipe | Depende de quem domina o arquivo | A curva de aprendizado é rápida. A interface é simples e intuitiva, feita para quem está no campo. |
| Dados | Project Online encerrado; vale o que foi exportado | Hospedado na AWS, com dados criptografados, backup diário e adequação à LGPD. |
Nos fundamentos de planejamento, os dois empatam. O Obras Check tem caminho crítico, linha de base ("Salve baselines e compare o planejado com o realizado a cada medição") e calendário de trabalho ("Dias trabalhados, feriados e férias alimentam o cálculo"), e recalcula prazos e datas automaticamente a partir da rede de pacotes e dependências. O MS Project vai além em recursos de planejador, como quatro tipos de vínculo, onze linhas de base e nivelamento de recursos. Se o seu cronograma depende deles, leve o arquivo para a demonstração e veja como ele fica.
Perguntas frequentes
O MS Project foi descontinuado?
Não. Foi descontinuado o MS Project Online, a versão em nuvem com Project Web App, encerrada em 30 de setembro de 2026. O Project desktop continua com suporte: o Project 2024 até outubro de 2029 e a versão por assinatura sem data de fim anunciada. O Project 2021, porém, perdeu o suporte em 14 de outubro de 2026.
O Project 2021 ainda funciona?
Funciona, mas sem suporte. Desde 14 de outubro de 2026, a Microsoft não envia mais correções de segurança nem presta atendimento para o Project 2021. O programa continua abrindo arquivos .mpp normalmente. Para empresas com política de segurança, usar software sem suporte costuma ser vetado pelo setor de TI.
O que aconteceu com os dados do Project Online?
Depois de 30 de setembro de 2026, projetos, cronogramas, recursos e calendários ficaram inacessíveis pelo Project Online. A Microsoft não publicou período de retenção nem janela de somente leitura. Vale o que foi exportado antes do prazo, em .mpp, .xml ou Excel, no local onde a empresa guardou.
O MS Project faz curva S?
Faz curvas acumuladas de horas, custo e valor agregado, desde que o cronograma tenha recursos ou custos e linha de base salva. Não entrega pronta a curva S de avanço físico ponderado pelo peso de cada serviço, a mais usada na medição de obra. Essa costuma ser montada no Excel.
Dois engenheiros podem editar o mesmo arquivo do MS Project ao mesmo tempo?
Não. O arquivo .mpp do Project desktop não aceita coautoria em tempo real, mesmo guardado no SharePoint ou no Teams. Segundo moderador do fórum oficial da Microsoft, é um comportamento por design. Na prática, uma pessoa edita e as outras esperam ou recebem uma cópia em PDF.
O que se perde ao migrar um cronograma do MS Project?
Depende do formato e do destino. As perdas mais comuns são linha de base, restrições de data, tarefas manuais, campos personalizados, recursos e dependências entre projetos. Pela rota do Excel, vínculos e defasagens viram texto. Folga e caminho crítico podem mudar se o calendário ou os vínculos mudarem no destino.
Qual formato exportar do MS Project para migrar?
Exporte três arquivos: o .mpp, que guarda tudo; o .xml (MSPDI), formato de troca que leva calendários, vínculos, defasagens e linhas de base; e um PDF do Gantt com a linha de base visível, como registro. O Excel serve para conferência, não para migrar o projeto inteiro.
Vale voltar para o Excel?
Para cronograma de obra, raramente. A planilha não calcula caminho crítico, não recalcula datas quando um vínculo muda e depende de alguém digitando o avanço. Ela resolve o fim do Project Online, mas mantém o problema de fundo: o dado do canteiro chegando tarde ao cronograma.
Do arquivo do planejador ao cronograma que o canteiro alimenta
O fim do Project Online obrigou muitas construtoras a decidir para onde levar o cronograma. Vale aproveitar a decisão para resolver o problema de fundo: o avanço que nasce no canteiro e chega ao arquivo uma semana depois, pelas mãos de uma pessoa só.
Sobre o autor

Guilherme Xavier Sella
Engenheiro Civil e CEO do Obras Check
Criei o Obras Check para padronizar e organizar a gestão e qualidade das obras.